tmoricz ([info]tmoricz) wrote,
@ 2008-02-29 17:31:00
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O caçador
O Conto O caçador é o primeiro de uma série de 15 que compõe o livro Fome, a ser lançado brevemente pela Editora Tarja. Os contos retratam um mundo pós-apocalíptico na figura de personagens bizarros, pinçados de dentro de uma megalópole inteiramente destruida.

Ajeitei a mira. Foquei o alvo e depois de um breve suspiro puxei o gatilho. A cabeça explodiu num emaranhado de massa encefálica, sangue, ossos e cabelos. O corpo cambaleou alguns metros até cair sobre o meio fio. Uma das pernas saltando em espasmos cada vez mais espaçados.
Levantei, pendurei o rifle sobre o ombro e observei a desolação antes de caminhar até o freguês. Ruas cobertas
por destroços... prédios arruinados. Vasculhei os bolsos do morto. Quase nada. Moedas inúteis... Um canivete. Puxei os sapatos mas deixei as calças puídas e a camisa sem botões. Não carregava nada. Uma lástima.
Cocei a barriga, soltei um arroto e larguei o defunto para trás. Nada havia nele que pudesse me interessar, fora o canivete. Talvez o quarto traseiro, mas ainda pretendia ir mais além. Avançar, vasculhar lá na frente. Arrastei-o pelas pernas até sob uma laje inclinada. Lá estaria meio escondido. Voltaria mais tarde e faria os cortes necessários.
As caçadas eram mais vantajosas no passado. Havia mais gente perambulando em busca de alimento. Alvos fáceis. Nos últimos meses houve um declínio na população. Doenças por um lado, fome por outro.
Caminhei a esmo por algumas ruas. Atento a qualquer movimento. Sabia que era silenciosamente vigiado. Olhares atentos que me espreitavam das janelas. Gente acuada. Um tempo atrás ainda era possível roubar sem matar. Apontar a arma, ameaçar, humilhar o freguês e carregar o butim sem maiores problemas. A escassez levou as pessoas a resistir. Não entregar seus valiosos bens sem luta. Assim, puxar o gatilho sem fazer perguntas se tornara o melhor jeito para trabalhar.
Contornei um monturo de escombros e sentei num pedaço grande de pedra. Tirei do bolso um pedaço de carne seca. Mastiguei com calma engolindo cada naco sem tirar os olhos do perímetro. Busca constante de fregueses. Houve época em que abatê-los rendia bom sortimento de provisões, já que ninguém saía de casa sem elas. Não se arriscavam a abandoná-las, desprotegidas, à sanha de vizinhos mal intencionados. Hoje ninguém tem nada, a não ser pequenos rasgos de carne.
Peguei o canivete recém adquirido e testei o fio. Até que estava bom. Daria para despelar um cão com relativa facilidade, se eles ainda existissem. Tateei minha faca, presa na cintura e me levantei, esticando as pernas preguiçosamente. Em tempo de ver um vulto passar correndo alguns metros à frente, contornando obstáculos, se ocultando sob as sombras. Sorri sentindo a adrenalina jorrar. Empunhei o rifle e saí sorrateiro atrás do próximo freguês.
O sol estava inclemente. Nenhuma nuvem no céu. Dois urubus passaram em vôo ligeiro lá para os lados de onde atendera meu último. Esses também lutavam pela sobrevivência. Uns limpando a sujeira dos outros.
Corri ágil por entre os escombros, sentindo no ar o cheiro de suor. Suor que não era meu. Marcas recentes no chão mostraram a direção que o freguês tomara. Pés pequenos. Olhei para além. Vislumbrei paredes e ruínas. O pó suspenso, sendo atirado para lá e para cá pela brisa. Apurei os sentidos, avancei cauteloso por alguns metros e finquei o dedo no gatilho. Quase um nada para fazer a arma disparar. Girei o corpo com leveza, saltei uma pilastra e enfiei as mãos num vão, agarrando cabelos.
Puxei com força, colando o cano do rifle na cara do freguês.
Ou da freguesa, melhor dizendo.
Olhar enraivecido. Não demonstrava nem um pouquinho de dor, embora a sustentasse pelos longos cabelos. Rosto sujo, roupas em farrapos. Pés no chão. Apertei o rifle entre seus lábios, forçando-a a abri-los. Ela o fez. Os dentes despontaram. Muitos escurecidos, alguns em bom estado. Quantos anos? Não mais que dez, ou onze. Mirrada e subnutrida. Renitente naquele olhar desafiador.
Soltei o rifle e levei a mão livre até seus peitinhos. Senti as leves protuberâncias sob o tecido gasto. Apalpei mais abaixo. Nádegas magricelas, mas que me deram pensamentos sórdidos. Soltei um risinho sacana e fui arrastando a menina pelos cabelos por longos quarteirões. Era uma freguesinha jovem. Dar-lhe um tiro na cara nada me acrescentaria. Mas era companhia, ora se! Sabia que ia ter que amarrar a danada num lugar qualquer. Talvez até amordaçar. Ah, ia tentar fugir e fazer um barulho daqueles... Eu não deixaria.
Os olhares me acompanharam. Os mesmo que espreitavam das janelas, dos prédios destruídos. Um par de sapatos com cadarços amarrados, pendurados num ombro. Um rifle pendurado no outro. Um canivete num bolso, uma boa faca na cintura e uma menininha que me fazia estremecer de desejo bem presa por entre os cabelos. Ela enfiava os dedos, como garras, em minhas mãos. Tentava me ferir, me fazer soltá-la.
Mas o máximo que conseguia era me deixar ainda mais excitado. As perninhas trotavam atrás de mim, tentando acompanhar o ritmo acelerado. Os olhos marejavam mas dos lábios não escapava nenhum som. Nenhum protesto.
Entrei na bocarra que se abria à minha frente. A guarita da garagem ainda mantinha um calendário que ostentava uma pin-up peituda, loira de olhos azuis. Carnes abundantes. Eu a deixara lá. Era uma espécie de mensagem de boas vindas para todas as vezes que retornava das caçadas, com butim ou sem. O prédio acima estava demolido. Nenhum andar de sobra. Quatorze andares jaziam esparramados numa área de muitos e muitos metros quadrados. Montes de entulho. Atravessei o portal formado por uma ampla placa metálica, verifiquei as armadilhas para ver se não tivera visitas enquanto estava fora e então joguei a menina com força contra uma parede. Ela bateu num choque surdo, soltou um gemido e desabou. Os cabelos desgrenhados. Alguns tufos ainda bem presos entre meus dedos.
Esfreguei as mãos me livrando dos cabelos e vasculhei minha mochila. Peguei um naco de carne e o joguei na direção da menina. Ela olhou a carne, lambeu, mordeu e foi mastigando, olhos bem fixos em mim.
Era raro encontrar meninas jovens assim e solitárias. Raríssimo. Difícil também ver adultos, principalmente durante o dia. Eles escolhiam a noite para perambular. Buscavam a escuridão. Grupos esparsos, as matilhas, existiam aqui e ali. Vagueavam pela urbe e fora dela, se alimentando do que podiam achar. Grupos até organizados. Eu era um caçador solitário, evitava grupos e aglomerações. O que caçava era meu e não precisava dividir com mais ninguém.
Me agachei diante dela e voltei a tocá-la. Ela não esboçou nenhuma reação. Corri os dedos pelas ancas estreitas. Acariciei as coxas magras. Tateei as costas que exibiam as costelas de maneira impudente.
Eu a queria. E naquele momento.
Arranquei os trapos que a cobriam. Ela recuou o que pôde, se espremendo contra a parede. Dois pequenos montículos se sobressaiam onde um dia ela (se continuasse viva) teria peitos. A vulva mostrava pequenos e sedosos pelinhos que iam cobrindo a região. Agarrei-a pelas pernas e a arrastei para o meio do esconderijo, sobre folhas de papelão. Virei-a para ver as nádegas. Brancas e exíguas. As espalmei. As apertei. Bati nelas. Avermelharam até parecer fogo.
Levantei e tirei as calças. Desprendi a faca e a coloquei de lado, ao alcance da mão. Virei a menina mais uma vez. Abri suas pernas com força, me colocando entre elas. A Agarrei pelos cabelos e a fiz olhar para meu pênis antes de penetrá-la.
— Você vai gostar, vaquinha. Pode crer que vai.
Deitei sobre aquele corpo miúdo. Me infiltrei para dentro dela, fazendo-a, pela primeira vez, soltar a voz. O grito foi agudo. As pernas começaram a chutar, os braços a sacudir, desferindo socos nas minhas costas. A boca, nervosa, tentava me morder o rosto. Num golpe seco completei a penetração. Ela urrou, arregalando os olhos. As pernas pararam de se mover e os braços tombaram, inertes. Ela passou a me observar sem emoção enquanto ia e vinha.
Maravilha das maravilhas. Uma pequena prostituta para me satisfazer os desejos. Um objeto de prazer à disposição dia e noite. Uma jovem freguesa. A mais tenra, a mais atraente, a mais sedutora, a mais gostosinha. Freguesa para muitos e muitos atendimentos.
—Minha freguesinha deliciosa – Sussurrei ao seu ouvido, enquanto me preparava para explodir.
Momentos de êxtase. O mundo era perfeito. Destruído, arrasado, despovoado. Vida animal quase extinta. E menininhas como aquelas, gazelinhas correndo por entre escombros, exibindo graciosidade à sanha de caçadores implacáveis. Doze, onze, dez anos. Tanto faz. Carne é carne. Prazer é prazer.
Dei uma estocada final. Profunda. Ergui o olhar para o teto, respirei fundo e gemi, enquanto uma faca era enterrada nas minhas costas. Abaixei o rosto. Ela estava lá: sorrindo. Ambas as mãos apoiadas em meu peito, me empurrando. As pernas flexionadas, joelhos colados em meus quadris. Eu ainda túrgido dentro dela. Com um movimento me fez tombar de lado, arrastando-a comigo. Se Livrou de meu aperto, desvencilhou a jovem vulva de meu pênis e se ergueu lentamente. Ao lado surgiram várias outras crianças. Um deles com meu rifle nas mãos. Outro com a minha própria faca, ensangüentada. Outro com o canivete. Outra arrastava minha mochila para fora do esconderijo. Outros vasculhavam o lugar atrás de aproveitáveis. Um grupo considerável olhava para mim e os olhares não escondiam desejos.
Tossi, lambi os lábios e sorri para a putinha que estava ao lado. Corpinho magro e que estivera sob o meu há tão pouco.
— A freguesia vai querer o quê? – perguntei num suspiro, soltando uma golfada de sangue. A resposta veio num instante: um tiro à queima-roupa. Meu crânio explodindo em milhares de fragmentos ensangüentados. Lançaram-se sobre mim. Unhas e dentes buscando pedaços para matar a fome.



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Muito foda!
(Anonymous)
2008-03-06 09:53 pm UTC (link)
oi, aqui é o Clinton
Eu adorei o conto. Gostei da narrativa, da abordagem, conclusão, tudo. Olhei com olhos bem críticos, doido para achar algum defeito para poder dar alguma contribuição crítica...rs Mas, só tenho elogios, sinto muito...rs

Deu foi vontade de ver uma história continuada ali. Saber mais sobre essas crianças, esse mundo.

Aproveitei e conversei com a Belly a respeito e ela também achou muito foda.

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Re: Muito foda!
[info]tmoricz
2008-03-07 05:36 pm UTC (link)
A continuação é ainda mais foda, Clinton. Você não perde por esperar!

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Muito bom mesmo!
(Anonymous)
2008-03-09 04:51 pm UTC (link)
Gostei bastante do conto.
Se o intuito era chocar, realmente conseguiu. Acho pedofilia algo abominável, uma atitude extremamente covarde. Mas, deixei de lado minhas convicções e tentei saborear o texto imaginando o cenário proposto.
Resultado: não tive como não entrar na história.
Foi envolvente e prendeu a atenção até o último instante.

Parabéns, Tibor! Fico no aguardo do livro para apreciar os outros contos!

Abraços!
HUGUINHO.

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(Anonymous)
2008-03-11 05:38 pm UTC (link)
Ai, gostei muito. Sergio de Barcarena.

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[info]tmoricz
2008-03-11 05:49 pm UTC (link)
Valeu, Sergio!

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(Anonymous)
2008-03-11 11:38 pm UTC (link)
Oi, Tibor! Duas coisas:

A primeira, mais básica, nesse trecho aqui: "sortimento de provisões, já que ninguém saía de casa sem eles", acho que há uma fala de concordância, né? Devia ser, "sem elas".

A segunda, mais sutil, é uma pequena implicância minha com a opção de pôr descrições típicas de narrador em 3a pessoa na boca do narrador em 1a pessoa. Digo, por que um cara que está tão bem integrado à distopia, a ponto de praticar estupro, latrocínio e canibalismo sem pestanejar, iria perder tempo reparando nao cenário ruínas?

Há formas mais elegantes de mostrar ao leitor o mundo em ruínas (por exemplo, descrevendo em mais detalhes a perseguição à menina, com o narrador explicando que teve de saltar sobre os degraus de um pedaço de escada que conectava o térreo e um 1o. andar que não está mais lá, etc.)

Fora isso, bom enredo, boa conclusão. Eu poria um pouco de fair-play irônico na boca do narrador, à guisa de últimas palavras ("virei freguês", talvez?), mas isso é questão de estilo pessoal.

Abs,

Carlos

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[info]tmoricz
2008-03-12 02:03 pm UTC (link)
Oi Carlos (Carlos da onde, mesmo?)

Obrigado pela correção de concordância, você tem toda razão e já está corrigido. Concordo com a sua implicância com a opção de colocar descrições típicas de 3ª pessoa na boca de narrador em 1ª, mas não quis ser elegante. O cenário não é elegante. A necessidade de integrar o leitor dentro desse panorama (de fazê-lo entender a destruição), e de maneira rápida, exigiu uma objetividade que dispensou estilos estéticos mais apurados (pelo menos é assim que pensei quando escrevi O caçador). O “virei freguês” no final deixaria o texto ingênuo, você não acha?
Obrigado pela leitura e me diga que Carlos é você. Conheço muitos, embora só poucos deles possam discutir literatura... rsrs.
Abraços!

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(Anonymous)
2008-03-12 11:12 pm UTC (link)
Oi, Tibor!

Acho que vc está confundindo duas coisas, a "história" ser/não ser elegante (ela obviamente não é nem pretende, nem poderia ser, sendo a história que é) e a "metalinguagem" ser/não ser elegante (ela não é, e poderia ser). A questão báscia é: o que são as descrições? São (a) os pensamentos de um bárbaro estuprador canibal de um futuro distópico ou são (b) um "infodump" desajeitado de um escritor de fc do século XX?

Quanto mais perto de (a) e distante de (b) o texto estiver, melhor ele será.

E eu sou o Carlos Orsi...

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[info]tmoricz
2008-03-13 01:50 pm UTC (link)
Ah, desconfiei que era você ontem a noite, quando estava deitando para dormir (e não, não pense que fico "lembrando" de você na cama...rsrsrs).

"Levantei, pendurei o rifle sobre o ombro e observei a desolação antes de caminhar até o freguês. Ruas cobertas por destroços... prédios arruinados"

O trecho acima é praticamente o único em que o protagonista descreve o cenário que o rodeia. O restante está mesclado à ação. Acho prematura a alegação de uma interferência desajeitada de um escritor de fc do século XX. Concordo que eu poderia ter caracterizado todo o cenário em meio à ação. Mas não o fiz. E isso em nada prejudicou o andamento da narrativa. Com certeza, se se tratasse de uma trama longa, uma novela ou um romance, eu teria feito como você sugeriu. Num conto especialmente curto como esse, dei-me a licença de antecipar descrições para inserir o leitor rapidamente dentro do cenário proposto. Quando escrevo não pemso em "metalinguagem". Não penso em nada. Apenas escrevo como um leitor (e não como autor). Essa empatia me aproxima daquilo que eles, leitores, querem ler. Quanto mais próximo deles e quanto mais eu os ambientar em meus cenários, melhor será o feedback à leitura.
De qualquer forma, o seu alerta me servirá de referência para futuras narrativas.
Valeu!
(prometo que não pensarei mais em você enquanto estiver indo pra cama...hahaha).

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[info]tmoricz
2008-03-13 01:52 pm UTC (link)
"penso"...rsrsrs

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Carlos Orsi na Mosca
(Anonymous)
2008-07-24 01:38 pm UTC (link)
O Carlos Orsi tem toda a razão quando nota a incongruência entre as descrições ambientais e a narrativa em 1a pessoa. Perfeita a observação dele, muito arguta. É uma falha grave do conto.

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Re: Carlos Orsi na Mosca
[info]tmoricz
2008-07-24 02:24 pm UTC (link)
Ainda bem que tem uma. Seria terrível se fosse perfeita...rsrs

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(Anonymous)
2008-03-12 12:59 pm UTC (link)
Bem escritinho, embora o tema seja dos mais óbvios na literatura contemporânea.
Agora, no terceiro parágrafo eu já entecipei o final e não deu outra... o que confirma a obviedade.

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[info]tmoricz
2008-03-12 02:03 pm UTC (link)
Valeu, anônimo. Obrigado pelo "bem escritinho", você não sabe como isso fez bem ao meu ego.

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(Anonymous)
2008-03-13 02:43 am UTC (link)
Oi, Tibor, gostei do conto, é seco, amoral e segura bem a atenção do começo ao fim. Gostei da forma como dosou a descrição de um futuro distópico com a ação em si. Essa dosagem faz do conto uma peça bem-acabada, pois alguns contos de FC perdem mais tempo traçando o cenário do que contando a história em si. E, convenhamos, o que nós, leitores, gostamos, é de uma história interessante. Ah, o conto me lembrou alguns filmes antigos de FC, daqueles estrelados por Charlston Heston, como Green Soylents...
Bem, parabéns, espero que o livro saia logo!
Abraços gelados! ;-)

Giulia Moon

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[info]tmoricz
2008-03-13 08:36 pm UTC (link)
Um elogio desses de uma autora que admiro tanto não é pra qualquer um. Obrigado, Giulia. :-)

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Forte!
(Anonymous)
2008-03-14 11:12 pm UTC (link)
O conto prendeu minha atenção do início ao fim. É FORTE! Estou curiosa quanto aos demais contos.

bjs,
Martinha.

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Re: Forte!
[info]tmoricz
2008-03-17 06:03 pm UTC (link)
Obrigado, Martinha. Se os deuses da literatura forem condescendentes comigo, o livro sai. É tudo uma questão de causo e efeito.

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(Anonymous)
2008-03-17 05:52 pm UTC (link)
Intenso é o mínimo que se pode dizer. Sei que é um conto, mas achei tão, tão bom que gostaria que fosse muuuito maior. Parabens, apesar de um tema tão espinhoso como a pedofilía, adorei cada segundo da leitura.

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[info]tmoricz
2008-03-17 06:04 pm UTC (link)
Uau! Adorei o comentário. Obrigado.

(Reply to this) (Parent)(Thread)


(Anonymous)
2008-03-17 06:21 pm UTC (link)
Eu que agradeço a oportunidade de fazer uma leitura deste quilate!
Laila ( anônimo)

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[info]tmoricz
2008-03-17 06:28 pm UTC (link)
Obrigado Laila (ahááá! Agora sei o seu nome...rsrs).

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Conto revoltante e perfeitinho
(Anonymous)
2008-04-01 02:25 am UTC (link)
De fato eu já acho que tenho uma certa má-vontade com distopias. E com esta abordagem em especial você conseguiu chegar na proposta, ao menos comigo: de deixar aquela sensação desagradável de que nada pode acabar bem no decorrer da história e você apesar de tudo me fez ir até o fim.

Só o fato de você conseguir gerar a descrição de um estado psicológico limítrofe, que não seria estranho em condições sociais que já existiram na Terra, mostra que você projetaria bem tua imaginação em qualquer situação humana por mais incômoda que fosse. Mas sinceramente eu pessoalmente não consumiria uma obra feita completamente neste clima, a não ser como documentário real. Mas como tem gente que gosta de ver filme de terror...

As crianças (tanto a primeira menina quanto as outras) me fizeram projetar uma imagem semelhante à daquela criança d´O Chamado.

Só uma dúvida: Pra mim o conceito "freguês" seria o de alguém que procura um serviço e no caso o cara protagonizando o usa no sentido contrário, ou seja, ele apenas presta o "serviço" de usá-los como caça e mesmo quando está morrendo o bruto é tão sem-consciência que ainda acha que as outras crianças são coisas no domínio da caça. Mas pode ser que este seja um uso de gíria semelhante ao do futebol: o time freguês é o que sempre perde.

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Re: Conto revoltante e perfeitinho
(Anonymous)
2008-04-01 02:26 am UTC (link)
Esqueci de colocar meu nome: Sou o Ricardo França, o de fígado fraco...

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Vai em frente!
(Anonymous)
2008-07-23 04:14 pm UTC (link)
Oi Tibor. Gostei do conto por que me despertou alguma emoção na boca do estômago. Isso tem sido raro nas minhas leituras dos últimos tempos. Fico aguardando seu livro.

Um abraço,
Carlos (não o Carlos do comentário anterior que você pediu para se identificar). Cheguei no seu conto pela comunidade do Orkut. (Aproveitando: seu conto foi o mais bacana da Kalíopes, parabéns!)

(Reply to this) (Thread)

Re: Vai em frente!
(Anonymous)
2008-07-23 04:30 pm UTC (link)
Obrigado, Carlos. Fome vai surpreendê-lo, pode ter certeza. E obrigado pela leitura e aprovação do conto na Kaliopes.
Abraços!

(Reply to this) (Parent)

Re: Vai em frente!
[info]tmoricz
2008-07-23 04:32 pm UTC (link)
Esqueci de me identificar...rsrs

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Re: Vai em frente!
(Anonymous)
2008-08-07 05:00 pm UTC (link)
Ainda não li, mas assim que largar de ser preguiçosa deixarei um comentário decente. Só passeo para avisar que te linkei. Beijo com fome.

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Re: Vai em frente!
(Anonymous)
2008-08-07 05:02 pm UTC (link)
Ops... coment acima by MILA.

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Re: Vai em frente!
(Anonymous)
2008-08-07 05:17 pm UTC (link)
Tibor,
Não farei considerações detalhadas sobre esta ou aquela passagem pois não penso que seja o lugar certo para isso. Direi apenas que acabei de ler um conto extremamente cruel, do tipo qu não se escreve todo dia, por ausência de coragem ou presença de pudor. Chocou-me. Outra coisa que não acontece todo dia. Sempre quando se lida com anti-heróis o autor tem a tendência a dar-lhe ao menos um rascunho de princípios morais, algo que angarie a simpatia do leitor. Você teve a audácia de não fazer isso, trazendo-nos um protagonista completamente afinado com o caos apocalíptico. Com o horro. "Carne é carne. Prazer é prazer."
O livro "Fome" está despertando cada vez mais o meu apetite.
Beijos,
Mila

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Re: Vai em frente!
[info]tmoricz
2008-08-07 05:22 pm UTC (link)
Ficou chocada? Então alcancei meu objetivo...rs
Obrigado pela leitura!

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Re: Vai em frente!
[info]tmoricz
2008-08-07 05:05 pm UTC (link)
Beijo com fome? :D
Fiquei com medo... :)

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Re: Vai em frente!
(Anonymous)
2008-08-07 05:20 pm UTC (link)
Escrever com pressa é um HORROR (sim, com R no final, diferente do que eu escrevi acima... rs).
Mila

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Tmoricz
(Anonymous)
2008-08-08 08:35 pm UTC (link)
Queria que soubesse que vc foi o responsável pela minha curiosidade e respeito nesse tipo de literatura.
Acredito que a "Sindrome de Cérbero",será o primeiro de muitos outros dos seus livros que irei ler com prazer, assim como esse conto que me envolveu completamente.
Obrigada meu caro T.
Dias.

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Re: Tmoricz
[info]tmoricz
2008-08-10 07:02 pm UTC (link)
De nada, Dias. Eu é que agradeço. Fico feliz em saber que o conto te envolveu e o fez ficar curioso(a) com "Síndrome". O livro Fome, cujo conto "O caçador" você leu aqui, será lançado em Outubro em data ainda a ser confirmada. Se esse conto o(a) agradou, acredite, o livro será uma surpresa ainda maior.

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TMoricz
(Anonymous)
2008-08-08 08:36 pm UTC (link)
Queria que soubesse que vc foi o responsável pela minha curiosidade e respeito nesse tipo de literatura.
Acredito que a "Sindrome de Cérbero",será o primeiro de muitos outros dos seus livros que irei ler com prazer, assim como esse conto que me envolveu completamente.
Obrigada meu caro T.
Dias.

(Reply to this) (Thread)

Sobre o Fome!
(Anonymous)
2008-10-03 03:50 am UTC (link)
Ótimo conto pós-apocaliptico, Tibor. Em poucas linhas você conseguiu situar o leitor, agarrando-o e levando-o a um mundo onde não há mais valores e sentimentos. Fez isso com ousadia, em um texto limpo, direto. Se fosse uma novela, talvez sintomas de sentimentos surgissem no protagonista, talvez viés de consciência... mas isso se fosse! Parabéns, a narrativa está envolvente.
Waldick Garrett

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Re: Sobre o Fome!
[info]tmoricz
2008-10-04 01:19 am UTC (link)
Obrigado, Waldick. Espero que Fome o surpreenda ainda mais. Parabéns pela entrevista para o Cranik. Ainda lerei o seu livro...:)

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Sobre o texto e um novo projeto
(Anonymous)
2008-10-18 11:51 am UTC (link)
Oi Tmoricz,
Vi o texto e o achei muito bem estruturado, rico em nuances críticas e excelente desfecho.

Se interessar a fazer parte de um projeto muito interessante também, estamos montando uma antologia de contos e crônicas para viagem. É um projeto de inclusão literária que fomenta a produção escrita e incentiva a leitura. O projeto teve sua última coletânea aodtada em escolas da rede de ensino e somada a outras iniciativas educacionais. MAiores detalhes pelo e-mail: brunoteenager@gmail.com ou no site: www.novacoletanea.blogspot.com

Abraços

(Reply to this)

Atualização?
(Anonymous)
2009-01-04 02:45 am UTC (link)
Ei, Tibor... Não atualiza a página?
Mais textos aí, rapaz, ou notícias do seu trabalho!

(Reply to this) (Thread)

Re: Atualização?
(Anonymous)
2009-01-04 02:46 am UTC (link)
(Comentário acima By Mila. Eu sempre esqueço de assinar...)

(Reply to this) (Parent)


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